Estamos diante da morte do Flash?
Publicado por Francis Rosário em 21 de maio de 2010
O Flash é o assunto da vez em todas as discussões envolvendo desenvolvedores web, grande parte vê nele o grande vilão da internet enquanto outros o defendem com um amor digno de cinema. O grande ponto aqui é que muitos desenvolvedores vêem no HTML5 um substituto perfeito para a tecnologia da Adobe. Mas afinal o Flash é mesmo o vilão dessa história?
Nos idos de 1996 a Macromedia, que mais tarde seria comprada pela Adobe, dominava o mercado de softwares para desenvolvimento web com sua IDE Dreamweaver. Com a necessidade crescente de uma web mais “multimídia” surgiu o Macromedia Flash, que inicialmente foi um grande desastre, em boa parte por exigir a instalação de um “player” na máquina do visitante em uma época que as pessoas ainda estavam se acostumando com a idéia da “rede mundial de computadores”.
Com o passar dos anos a tecnologia foi se firmando e acabou por se tornar um espécie de padrão no mercado, consequentemente o numero de usuários com Flash Player instalado em seus computadores beirou os 100% e acabou por eliminar um dos problemas da plataforma.
Mas estamos falando do inicio do milênio, uma época em que a banda da internet ainda era escassa e cara, novamente o Flash tinha um pedra no caminho do seu crescimento. Com o passar dos anos a oferta de conexões mais rápidas aumentou e com isso veio a popularização do flash, culminando nos famigerados sites feitos totalmente em Flash.
Felizmente o próprio mercado viu que o Flash não era o caminho para o desenvolvimento de sites e sim de componentes para eles. Com o tempo isso acabou tornando o uso do flash restrito a nichos de desenvolvimento como reprodutores de vídeo, áudio e principalmente jogos.
Claro que atualmente ainda temos uma pequena porcentagem de sites feitos inteiramente em Flash, porém o elevado custo de desenvolvimento e manutenção aliados a complexidade de indexação em mecanismos de busca torna a plataforma pouco atrativa para clientes e desenvolvedores.
Quando o Flash já havia encontrado seu cantinho surge uma nova ameaça no horizonte, para brigar principalmente na área de reprodução de vídeos e áudio. Estou falando do HTML5, a tecnologia que vem conquistando mercado a passos largos antes mesmo de ser oficialmente lançada. Pesquisas indicam que o HTML5 já é responsável por 26% dos vídeos assistidos na Internet, um crescimento extraordinário, já que esse numero era praticamente zero até o inicio do ano passado.![]()
Em outro “front” temos a Apple decretando a morte do Flash ao não dar suporte para tecnologia em seus iPhone/iPods/iPads por considera-la ultrapassada e desnecessária na web atual. Do outro lado dessa briga temos o Google em parceria com a Adobe anunciando o suporte a Flash na plataforma Android, que atualmente é a que mais cresce no mercado inclusive já superando a base instalada do iPhone OS.
Grande parte dos desenvolvedores adotou a postura da Apple, em parte por não saber qual é o real uso do Flash e principalmente por não conhecer as limitações do HTML5. O flash tornou-se um vilão a ser exterminado, quando na verdade é um aliado quando usado para os fins corretos.
Apesar de tudo o Flash não deve morrer, já que acabou encontrando um outro nicho com a sua inclusão no Adobe Air. O Air vem se mostrando uma excelente tecnologia para construção de aplicações ligadas a web que rodem fora do navegador. Some a isso a base de desenvolvedores do Flash, que segundo estimativas da Adobe já ultrapassa os três milhões em todo o mundo e temos um novo caminho para o nosso amigo Flash.
Para finalizar o maior aliado do Flash ainda é o Internet Explorer, que não suporta o HTML5 e vem limitando sua adoção. Mesmo com o lançamento do Internet Explorer 9 que trará o suporte a nova versão do HTML eu não vejo esse cenário mudando tão cedo. Lembrem-se, a adoção das novas versões do navegador da Microsoft por parte dos usuários costuma ser demorada.






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