A prostituição do mercado de desenvolvimento web

Publicado por Francis Rosário em 31 de maio de 2010

prostitutas_200Esse é um assunto que gera muita polemica e é cercado pela hipocrisia, já que grande parte dos profissionais que são contra acabam praticando o dito ato da “prostituição de mercado”. Ela existe em diversos setores dentro da prestação de serviços, porém é especialmente comum no desenvolvimento de web sites.

A “prostituição de mercado” nada mais é do que a concorrência desleal, geralmente caracterizada por um serviço de baixa qualidade ou por um valor muito abaixo da realidade de mercado. Certamente você já deve ter sofrido com ela, seja como desenvolvedor ou como cliente.

Com a popularização na internet muitos profissionais despreparados entraram no mercado, principalmente aqueles formados por cursos de “escolas de informáticas”. O nível dessa instituições de ensino é incrivelmente baixo e os ditos “professores” geralmente são pessoas que não conseguem atuar na área, principalmente devido aos seus conhecimentos limitados. Assim temos profissionais que acham que foram preparados para o mercado de trabalhado, quando na verdade apenas gastaram dinheiro em um curso fajuto.

Dificilmente um profissional formado em uma instituição desse tipo consegue aprimorar seus conhecimentos após ter concluído o curso. Consequentemente vê todas as portas do mercado de trabalho fechando diante de suas habilidades limitadas e amadoras.

Eis então que muitos decidem trabalhar por conta própria,e tornam-se os famosos “sobrinhos”. Esse tipo de profissional geralmente trabalha por algumas centenas de reais, começando a atacar clientes do seu circulo de amizades, oferecendo serviços por valores irresistíveis.

O problema em si não são os valores cobrados, mas sim a qualidade baixa do serviço que acaba fazendo o mercado nivelar empresas por baixo e exigir cada vez preços menores. Um cliente leigo dificilmente conseguirá avaliar a qualidade de um serviço da forma correta e acaba por achar que todos os profissionais possuem habilidades limitadas. Por fim o cliente acaba ficando traumatizado e desiste da internet com mídia para sua empresa.

Outra frente de concorrência são os famosos “sites prontos” e “geradores de sites”. Este tipo de serviço costuma oferecer um modelo de site pronto permitindo algumas personalizações. O valor cobrador por esses tipo de serviço geralmente segue o modelo de mensalidade e na maioria dos casos é inferior a R$ 50,00 mensais.

Em virtude disso, as agencias de desenvolvimento web estão a cada dia com maiores dificuldades para fechar novos negócios, algo completamente contraditório em um mercado que está em plena expansão. Isso acaba resultando em uma queda de valores cobrados, e consequentemente acaba por falir muitas empresas. Eu mesmo já trabalhei em três empresas que fecharam as portas por esse motivo.

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Mas existe alguma saída?

Infelizmente a única alternativa viável que vejo é ignorar o mercado “mais baixo”, ou seja, focar em empresas de maior porte onde o valor agregado será maior e “sobrinhos” não terão condição de concorrer. Esse tipo de empresa possui um setor de marketing, o que facilita muito a relação e permite a elaboração de campanhas muito mais elaboradas e lucrativas para agencia.

Em contrapartida esse tipo de cliente irá exigir muito mais da agencia, que deixará de apenas criar um site para também fazer todo o planejamento de marketing digital, mensuração de métricas e resultado, estudo de mercado, etc.

Felizmente temos sindicatos de agencias como a ABRADI, que luta pela normatização do desenvolvimento e marketing web para garantir uma concorrência justa.

Agora, se você atua como freelancer dificilmente vejo saída para essa situação. O mercado informal está saturado e dificilmente os clientes conseguem separar o joio do trigo. A cada dia vejo os valores caindo mais e esse quadro não deve mudar tão cedo.

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Opera da uma “resposta” ao testes de velocidade do Google Chrome

Publicado por Francis Rosário em 28 de maio de 2010

Vocês devem lembrar que há alguns meses o Google soltou uma série de vídeos com testes inusitados para provar a velocidade do Chrome?

Pois é, a Opera resolveu dar uma resposta com muito bom humor, assista:

Tenho medo do que vão fazer com aquela turbina no próximo vídeo.

Só sei de uma coisa, eu uso um navegador que é “muito mais rápido que uma batata”. :)

Baixe agora o Opera Browser 10.53

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R.I.P.: Google Analytics

Publicado por Francis Rosário em 26 de maio de 2010

google evil Certamente “Don’t be evil” é um slogan que não combina mais com o Google. A empresa de Mountain View que sempre foi conhecida por ser amiga dos usuários e por seus serviços gratuitos acaba de executar uma manobra muito suspeita e “segundas intenções” claras.

Ontem o Google lançou um plugin para os principais navegadores (Internet Explorer, Firefox e Chrome) que boqueia a execução do código JavaScript do Google Analytics, permitindo assim que o usuário fique invisível e suas estatísticas de acesso não sejam captadas pelos sites que utilizam o serviço.

O plugin simplesmente acaba com a confiabilidade das estatísticas geradas pelo Google Analytics, já que sua precisão comprometida. Claro que os usuários mais leigos não utilizarão o plugin, porém uma parcela dos internautas irá utiliza-lo, o que já é suficiente para acabar com a credibilidade do Analytics.

A desculpa do Google é que estão dando a opção de privacidade para o usuário. Mas espera um pouco, qual tipo de dado sigiloso o Analytics capta? Sequer o endereço IP do usuário fica armazenado!

Até ai tudo bem, porém se lembrarmos de um outro serviço de estatísticas de acesso do Google, o Urchin, que é PAGO, as coisas começam a ficar um pouco mais claras (ou tenebrosas dependendo do ponto de vista).

O Urchin obtém estatísticas sem a necessidade de código JavaScript, logo estaria imune ao novo plugin. Estão entendo aonde eu quero chegar? Isso mesmo, essa manobra do Google me parece um estratégia para ampliar a base de clientes do seu serviço pago.

O mais alarmante de tudo isso é que algo semelhante pode começar a acontecer com outros serviços como o Google App, que atualmente tem um plano gratuito utilizado por milhares de empresas.

google_evil “Don’t be evil”, sei.

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Conheça os principais bugs de interpretação de CSS no Internet Explorer

Publicado por Francis Rosário em 25 de maio de 2010

iebug Internet Explorer, eis um nome que causa calafrios em qualquer pessoa que trabalhe com interfaces para internet. O navegador da Microsoft é um verdadeiro bug que navega, principalmente nas versões 6 e 7 que ainda são utilizadas por boa parte dos internautas (fazia tempo que eu não usava essa palavra).

É estranho lembrar que o odiado Internet Explorer 6 era referencia em suporte ao CSS quando foi lançado. Mas lembrem-se, isso foi a quase 10 anos atrás.

Dentre os famosos bugs de CSS do Internet Explorer alguns se destacam por serem um problema constante na vida dos web designers e é sobre eles que vou falar agora.

Estilização de blocos (Box Model)

Um dos bugs mais comuns e irritantes do IE6. Você declara seu elemento assim:

div#caixa {
width: 100px;
border: 1px solid black;
padding: 10px;
}

O Internet Explorer 6 irá calcular a largura da caixa como 100px.

Os navegadores modernos vão calcular a largura da caixa como 122px.

Essa é a maior causa de problemas com layouts no Internet Explorer. A maioria das versões do Internet Explorer tem esse bug. O IE6 até contorna esse bug caso você utilize o modo “standards-compliant” no “doctype” do HTML, porém atualmente o  “HTML 4.0 transitional” é o mais usado e indicado.

A melhor forma de contornar esse problema é não utilizar “padding” nas suas caixas, caso elas contenham texto basta aplicar o “padding” diretamente no elemento <p>.

Margem duplicada (Double Margin)

Usaremos uma caixa que precisa ficar alinha a direita como exemplo:

div#caixa {
float: right;
margin-right: 20px;
}

O Internet Explorer irá dobrar a margem que deveria ser de 20px e irá exibir uma margem de 40px. Novamente temos uma causa comum de quebras de layouts. Uma forma de contornar esse bug é adicionar um “display: inline” para div. Porém isso só é possível caso a div não tenha um tamanho fixo, já que elementos “inline” não aceitam tamanho fixo.

Uma boa maneira de contornar esse problema é utilizar “padding” no elemento pai, já que o “padding” não é afetado por esse tipo de bug ou definir uma margem menor via “comentário condicional”.

Min Width & Min Height

O Internet Explorer simplesmente ignora a existência das propriedades “min-width” e “min-height”, não entendo muito bem o porque disso. O “min-height” por exemplo, é muito útil quando temos que alinhar um rodapé em uma página com conteúdo dinâmico.

Infelizmente não conheço nenhuma forma de contornar esse bug.

Quebra de elementos alinhados(Stepdown)

Normalmente quando tempos elementos com “display: block” alinhados com “float” o IE6 adiciona uma quebra de linha após eles, isso pode causar muita dor de cabeça.

Para contornar esse problema basta adicionar um “line-height: 0px” ao elemento pai.

Ausência do estado “hover”

Todos os navegadores modernos suportam o estado “hover” em qualquer elemento, porém o IE6 só suporta ele em pseudo-classes ou em ancoras(<a>) com o “href” definido.

A única forma de contornar esse bug é com soluções via JavaScript.

PNGs sem transparência

O Internet Explorer 6 não exibe a transparência em imagens PNGs, isso  chega a ser engraçado, já que foi a Microsoft que criou o formato PNG.

Existem algumas soluções em JavaScript para contornar esse problema, eu particularmente recomendo o iePNGFix.

ie-bug

A maioria desses bugs podem ser contornados com um pouco esforço, mas eles podem acabar se tornando uma grande dor de cabeça caso não sejam feitos testes suficientes nas diversas versões do Internet Explorer.

E claro, o bom e velho “comentário condicional” auxilia muito na tarefa de fazer o Internet Explorer exibir nossos layouts da forma correta.

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